И еще песня фадо в исполнении Маризы. Жалостная. На стихи Антонио Ботто, португальского поэта с грустной судьбой. В день, когда мне быть зарытой, Ты приди к моей ограде, Не отдай земле несытой Мои вьющиеся пряди. Не прошу тебя, любимый, Мне ронять в могилу розы И в тоске неутолимой Проливать на людях слёзы, Не целуй мне лоб и веки Прошлых ласк горячих ради, На груди храни навеки Мои вьющиеся пряди. António Botto (Concavada, Portugal, August 17, 1892 – Rio de Janeiro, March 16, 1959) (Música: Tiago Machado) Se passares pelo adro No dia do meu enterro, Dize à terra que não coma Os anéis do meu cabelo. Já não digo que viesses Cobrir de rosas meu rosto, Ou que num choro dissesses A qualquer do teu desgosto; Nem te lembro que beijasses Meu corpo delgado e belo, Mas que sempre me guardasses Os anéis do meu cabelo. Não me peças mais canções Porque a cantar vou sofrendo; Sou como as velas do altar Que dão luz e vão morrendo. Se a minha voz conseguisse Dissuadir essa frieza E a tua boca sorrisse! Mas sóbria por natureza Não a posso renovar E o brilho vai-se perdendo... - Sou como as velas do altar Que dão luz e vão morrendo. This entry was originally posted at https://raf-sh.dreamwidth.org/741123.html .